terça-feira, 30 de novembro de 2010

Pesquisas para escrever romance de espionagem



Para escrever meus dois livros de espionagem, “Souvenir Iraquiano” e “Fronteira”, tive que fazer pesquisas sobre temas militares e de segurança. Em Souvenir busquei informações sobre a atuação do Brasil no programa nuclear do ditador Saddam Hussein, no Iraque, nos anos 80 do século passado. Precisei também fazer uma reconstituição da Coalizão, a operação militar que foi empreendida pelos EUA e os países aliados para a retomada do Kuwait, na primeira Guerra do Golfo, em 1991. Fiz uma série de entrevistas com profissionais brasileiros que trabalharam no Iraque nos anos 80, para saber como era a vida lá e o que esperavam os brasileiros que lá estiveram.
Para escrever Fronteira pesquisei um evento que envolveu o Serviço Nacional de Informação (SNI) em uma operação para prospectar urânio na Somália, para enviar ao Iraque. Tive que pesquisar também as relações de espionagem no norte da África, a presença da CIA, do Mossad (o serviço secreto israelense) e a KGB.

Para meu próximo romance, que tem o título provisório de “Neutralidade”, estou pesquisando os eventos da Guerra das Malvinas, as relações secretas que ocorreram durante a guerra, os armamentos envolvidos e, principalmente, técnicas de guerra submarina. Recebi apoio do Ministério da Marinha, que colocou em contato comigo um comandante de submarino com quem conversei durante meses, e com quem ainda mantenho contato.
Acredito que a pesquisa é fundamental para fundamentar um romance de espionagem, para poder criar um mínimo de plausibilidade. Afinal de contas, o ponto forte do gênero é a ligação com a realidade e a possibilidade de um evento narrado no livro ter realmente acontecido.
Para isso, estou procurando me cercar de todas as fundamentações políticas, militares, físicas e lógicas para basear uma teoria da conspiração muito interessante que está no cerne de “Neutralidade”.
Quem tiver interesse em conhecer meus romances “Souvenir Iraquiano” e “Fronteira”, basta dar um toque.