domingo, 28 de novembro de 2010

Teria faltado?



Não quero dar uma de engenheiro de obra pronta, principalmente pelo fato desta ação no Rio ter ocorrido de forma emergencial. Todos estão de parabéns, a polícia do Rio, as forças armadas, o governo. Está sendo, até agora, fantástico. Uma grande lição foi aprendida.
Agora a coisa toda pode e deve melhorar.
Muitos criminosos vão escapar do Complexo do Alemão. Parece não fazer diferença, considerando-se que eram 600 de um universo de 16 mil contratados pelo narcotráfico no Rio. Mas isso não deveria ter acontecido.
Mas qual teria sido a solução?
Nenhuma. Foi feito tudo que poderia ter sido feito, mas agora é necessário prever outras ações.
O auxílio das forças armadas, das forças federais, deve ser revisto. Precisa ser ampliado. As FAs tem pessoal muito bem treinado que pode participar de operações de desgaste do tráfico, ainda mais em um cerco como o que foi feito no Complexo do Alemão neste final de semana.
Unidades de Comandos e Forças Especiais teriam feito a diferença, com apoio aéreo, para tomar posições mais rápido, sem a necessidade do avanço pelo solo, como foi feito. Caso posições mais elevadas fossem tomadas e instaladas ali unidades autônomas com equipamento pesado (como Barrets) o jogo poderia ter sido outro. A Polícia já tinha um certo mapeamento da posição dos criminosos, faltou meios de isolá-los e detê-los em tais locais, para que não tivessem tempo de debandar, de esconderem as armas e drogas.
Considerando que muitos daqueles criminosos nunca foram fichados, estarão livres para voltar ao "trabalho" em breve.

Parece coisa de filme, alugação? Não. Não é. São operações militares normais, com foco em guerra de guerrilha e que podem ser tomadas quando as forças envolvidas detém informação precisa. Imagino que hoje o Exército já tenha em mãos os mapas topográficos, fotos aéreas e planos de contingência para ações assim. Unidos com o Bope, combinando pessoal com as suas unidades especiais, acredito que conseguiremos melhores resultados, com menos baixas, mais prisões e mais apreensões.
Se existiam 600 soldados do tráfico no Complexo do Alemão no final de semana, dever-se-ia encontrar 600 armas de grosso calibre, como fuzis, metralhadoras, pistolas. É muita coisa, e não deve circular livremente por aí.
Uma estratégia como essa deve ser implementada o quanto antes no morro da Mangueira, por exemplo, onde já se sabe que os narco-terroristas têm metralhadoras .50, armas de guerra feitas para atacar carros de combate e aviões.
É ou não é uma guerra?