sábado, 3 de setembro de 2011

Fazedores de cabeça

Eu fico impressionado quando vejo jornalistas da área de cultura enchendo a bola de escritores e cineastas desconhecidos da massa, como se somente essas pessoas tivessem algum valor cultural.
Não tenho nada contra falar de fulano ou beltrano, mas eu tenho, com certeza, algo contra CONSTRUIR fulanos e beltranos sem se dar conta do apelo popular, dos efeitos ante as pessoas desse ou daquele trabalho.
Explico melhor.
O que funcionou, em termos culturais, nos últimos 30 anos?
Nada do que os jornalistas das páginas de cultura vendiam.
O mundo cagou para o cinema iraniano e aprendeu a odiar os árabes.
O mundo se calou diante da força do imperialismo anglo-saxônico (mais uma vez) e acaba perpetuando as glórias expostas em Top Gun, Rambo e Indiana Jones (nada contra a figura mítica de Indiana Jones).
E nesse meio tempo, a imprensa dita cultural cagou e andou para a formação de correntes contrárias do mesmo nível, do mesmo patamar cultural e ideológico.
Não tem como enfrentar Chuck Norris com Kiarostami, por favor!
E no final das contas, Kiarostami perdeu de lavada!
Por quê? Por causa da soberba de nossos formadores de opinião culturais.
Saco isso, não?