sábado, 26 de março de 2011

Estratagema Obama

Pode ser uma grande coincidência que o povo no mundo árabe tenha, de repente, decidido Se insurgir contra seus líderes. Interessante a postura dos EUA, cedendo no Egito, em toda uma região onde há décadas faz questão de fincar suas garras. É interessante como a Comunidade internacional se sente à vontade para legitimar as ações contra Kadafi e, aposto, vai se sentir bastante à vontade apoiando movimentos idênticos no Irã.

Não julgo que seja reprovável remover à força do poder um ditador como Kadafi. Ele já teve tempo suficiente para fazer sua resistência ao capitalismo imperialista, etc e tal. E teve tempo bastante para enriquecer às custas da pobreza do povo Líbio. Ah. Isso com certeza.

O velho Cauby Líbio poderia ter a decência de sair do governo já, poupando o mundo demais um banho de sangue. Porque independente de qualquer coisa, um governo fantoche vai tomar o poder. Toda a estratégia norte-americana está bastante clara. A idéia é fazer com que a tomada do poder naquele canto do mundo ganhe um certo ar de legitimidade, deixando para o passado a estratégia de guerras e invasões no melhor estilo Bush.

Mas a verdade é que apesar de Obama ter topado essa artimanha, capaz de concretizar o sonho americano de dominar a rota da seda com menos derramamento de sangue, isso não passa, no final das contas, do objetivo de sempre: roubar. Tomar à força.

Obama, no final das contas, faz o mesmo que Bush fez. No entanto, com uma desfaçatez maior. Cara de Pau mesmo. Posando de cordeiro, com alma de lobo.