quarta-feira, 29 de julho de 2009

Evasão de divisas

O aumento do valor pago à energia elétrica gerada pelo "lado" paraguaio da usina de Itaipu pode ser considerado uma evasão de divisas?
Vejamos: o Paraguai fez alguma alteração na usina que incrementasse (agregasse) valor à energia "gerada em seu lado"?
O Paraguai já pagou os US$ 12 bilhões que devia ao Brasil pela construção de "seu lado" da usina? Não. Inclusive, o Brasil quer perdoar a dívida.
Realmente, não consigo entender.
A não ser que imaginemos que parte do dinheiro pago a mais, todo ano, vá parar como comissão em uma conta numerada nas Caimãs, de alguém que esteja concedendo tantas benesses ao governo paraguaio...

terça-feira, 28 de julho de 2009

As Malvinas/Falklands









O meu próximo livro terá a Guerra das Malvinas como pano de fundo. Foi um conflito interessante, que acompanhei no que considero o início de minha adolescência.

Na época, apesar de imaginar que a única motivação real da guerra fosse uma tentativa de revitalizar a ditadura argentina, torci pelos hermanos. Acredito que muitos brasileiros tenham torcido por uma vitória do mais fraco, como uma espécie de afirmação da força latino-americana. Mas, no final das contas, todo mundo achou que os comandantes argentinos haviam sido loucos por entrar numa aventura da qual não poderiam sair vitoriosos.

Há, no entanto, como pensar de uma outra forma. Em primeiro lugar, os argentinos teriam julgado que os britânicos não iriam investir tempo e dinheiro para retomar aquele torrão de terra? Seria um engano. Era ano de eleições e um povo que havia sido o rei dos mares, cheio de colônias por todo o mundo, há tão pouco tempo, não perdoaria um governo que se deixasse submeter daquele jeito.

Considerando que os argentinos haviam ajudado os EUA em recentes operações clandestinas ao redor do mundo – vide a Emenda Bolland – eles acreditaram ter um aliado forte com um rabo preso. Comum rabo tão preso que iria considerar a agressão argentina aos britânicos como uma ameaça que não se enquadraria aos termos do acordo de OTAN – pelo simples fato de não ser oriunda do Pacto de Varsóvia.

Satélites

Que tipo de vantagens teria a Argentina caso os EUA desse a ela uma ajuda no mínimo como a que foi dada para os afegãos expulsassem os soviéticos de seu território?

Provavelmente teriam recebido armas através de uma operação de fornecimento triangular, com outra nação entregando os pacotes.

Teriam recebido dados precisos de satélites sobre as posições exatas das embarcações do Royal Navy. Quem divida que isso matasse algo na guerra?

Neutralidade

Além de não contar com a ajuda de seu parceiro de black operations, os argentinos viram-se traídos pelos mesmos, que forneceram ajuda tecnológica aos britânicos.

Além do mais, a neutralidade alegada em alguns países de fato não aconteceu. O governo do Chile colaborou com operações de incursão de forças especiais em território argentino pelo oeste-sul, proporcionando um duro golpe à força aérea da Argentina.

Sendo assim, ficaria realmente muito difícil para a Argentina ter um desfecho diferente para o conflito.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Quase concluída


Outra coisa que está quase concluída é a minha pesquisa para meu próximo romance, que tem nome provisório de "Neutralidade". O romance se passará em três tempos diferentes, um deles em 1982, outro em 1997 e outro em 1999. Em 1982, os eventos acontecerão em paralelo com os combates na Guerra das Malvinas. As pesquisas incluem algumas entrevistas com profissionais de guerra submarina, aqui no Brasil e na Argentina.
Quem curte romance de espionagem sabe que essas pesquisas são fundamentais para estabelecer o máximo de veracidade à trama. É essa a intenção. Espero que seja possível.

Roteiro quase pronto


Bráulio Mantovani está quase terminando o roteiro de Agent in Place, que deverá ser um thriller de espionagem baseado em um game. Ele acabou de me dizer por e-mail que o trabalho está quase concluído. José Padilha está acompanhando de perto a produção do roteiro. Estamos todos ansiosos aqui.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Atos secretos

É engraçado. Quando a gente pensa em atos secretos do senado, logo vem à mente alguma coisa relacionado à espionagem, ações secretas do governo. Não é verdade? Não mais.
A nossa classe política contribuiu para cercear (talvez mais uma vez) o nosso imaginário coletivo.
Não há nada de literariamente interessante nos chamados atos secretos de nosso senado. São pura vagabundagem, sem-vergonhice. Usar ferramentas que deveriam ser usadas em função da segurança nacional para garantir aumentos de salários e fazer contratações de parentes.
Lixo.
Puro lixo.