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quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Entrevista com consultor militar dos rebeldes na Líbia

Confira aqui entrevista em vídeo com o consultor militar rebelde líbio Habil Aribi Doui, 47 anos, ex-membro das Forças Armadas Líbias. Imagens e edição de Miguel Mello.


quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Estratégia da Otan na Líbia

Depois de conversar com os líbios, ontem, em Tunis, sendo um deles até mesmo um consultor militar dos rebeldes, dá para ter uma idéia da estratégia que a Otan e os EUA em particular estão aplicando na Líbia.
Depois de passar um dobrado no Iraque e no Afeganistão, os EUA sabem que seria muito legal ocupar um país em uma situação de resistência zero. A população da Líbia é de cerca de 5 milhões de pessoas, distribuídas em uma área grande e desértica. A intenção da Otan, evitando bombardear diretamente e com eficácia as forças de Gadaffi é fazer com que o exército regular líbio seja capaz de desgastar as forças rebeldes, enquanto ele próprio é desgastado.
Por isso, como disseram os líbios, eles erram os ataques, mesmo quando são muito fáceis de realizar.
Enquanto isso, atingem alvos da infraestrutura (que os rebeldes gostariam de ver inteiros, caso consigam tomar conta do país) e alvos civis por erros mesmo.
O governo líbio está mostrando que isso vem acontecendo, assim como o povo líbio e os próprios rebeldes...

OTAN X Líbia Parte 2


A força militar com a pior mira do planeta

Líbios reclamam dos ataques da Otan. O plano seria ver os dois lados se desgastando p

ara depois invadir com tranquilidade?

Ficamos parados em Tunis e isso se tornou insuportável. A nossa missão era


chegar perto da guerra e levantar fatos. A 750km de Tripoli poderíamos fazer o quê? Conversar com líbios que estivessem na Tunísia, ora bolas. Bastaria achá-los.


Um garçom falou para nós que o que não falta na Tunísia é líbio, e recomendou uma volta por um determinado bairro (vou ocultar o nome para

proteger a comunidade local). Foi o que fizemos. Pegamos um táxi e seguimos para o local, ouvindo música árabe durante todo o percurso. Pagamos em moeda local, sempre com um pouco de discussão e reclamações e entramos em um hotel depois de fazer algumas perguntas a uns populares.


O recepcionista concordou que havia vários líbios hospedados no local, mas que talvez nã

o quisessem dar entrevistas, se identificar. Insisti para tentar, quando ele perguntou, em inglês:

- Você fala árabe? Quem vai tr

aduzir para você o que eles dizem?


- Você! – declarei, em resposta.

- Vinte euros.


Com meu intérprete feliz da vida, os telefonemas começaram e em alguns minutos desceu um grupo de homens. Conversamos com a ajuda do recepcionista e descobrimos que todos se arriscavam no inglês, assim como eu. O Miguel, com duas câmeras em punho (foto e vídeo), deu o OK.

O primeiro a falar foi Habib Aribi Doui, 47 anos, militar aposentado, que voltou à ati


va como consultor militar dos rebeldes. Como ele mesmo disse, “uma grande sorte nos encontrarmos aqui”.


Pergunta: Diga para a gente o que está acontecendo em seu país, de forma sincera. Ouvimos um monte de coisas na imprensa internacional, queremos a verdade, ok?

Habib Aribi Doui: Posso falar pelo que acontece em nossa região, de Jado (270km de Tripoli), nas montanhas, assim como de Zauia, Sabratah e Gilata. Nós somos uma força de


30 mil homens lutando na região da costa. Hoje todas as pessoas do país estão conosco. Em qualquer cidade onde entramos e expulsamos as forças de Gadaffi, as pessoas vêm festejar conosco.

Pergunta: A Otan está ajudando?


Aribi Doui: Este mês sim.

Pergunta: O que pode dizer sobre o ataque de ontem (segunda-feira)?


Aribi Doui: Não sei dizer ao certo, estava vindo para cá. Mas sei que há 3 ou 4 dias a Otan atacou na região do front onde estávamos.

Pergunta: É seguro para nós entramos na Líbia? (eu expliquei quem éramos e nossa missão, e que estávamos a convite do governo Líbio. Não ia mentir, pois poderíamos ser seguidos, e daí?)

Aribi Doui: É seguro, entrando pelas montanhas, pelas nossas cidades. Eu posso ajudar vocês. Vamos voltar amanhã ou depois de amanhã (quarta ou quinta), após finalizar meu trabalho aqui. Podem vir comigo (trocamos telefones para combinar isso).

Depois de falar com o consultor militar, falei com Bashir Mustafa, um laboratorista líbio de 28 anos, com um ar de sofrimento. Fui saber o motivo ao longo de seu depoimento.

Pergunta: O que você está fazendo aqui na Tunísia?


Bashir Mustafa: Venho comprar remédios e materiais para exames em laboratório. Depois disso vou voltar para a Líbia.

Pergunta: Você pode viajar tranquilamente da Líbia para cá e vice versa? (ele pode? Por que nós não podemos???)

Bashir: Estou fazendo essa viagem pelo mar, é seguro, mas na região de Mstrata tem alguns problemas de vez em quando.

Pergunta: Quanto custa a viagem por mar?

Bashir: De Sfax a Mstrata custa cerca de 200 dinars... não muito.

Pergunta: O que você acha que está acontecendo na Líbia? O que é essa guerra, toda essa comoção?


Bashir: O que eu sei é que as forças de Gadaffi estão usando todas as armas de guerra que eles têm, como bombas, foguetes, tudo para matar civis, destruir construções e tudo mais.

Pergunta: As forças de Gadaffi estão usando tudo o que têm para enfrentar os rebeldes, é uma guerra aberta, franca, certo?

Bashir: Sim, sim, isso em Mstrata, eu vivo em Mstrata, porque as forças de Gadaffi estão usando todos os métodos para inibir essa revolução.

Pergunta: Você perdeu algum familiar nesses combates?



Bashir: Sim, sim. Acho que em todas as famílias de Mstrata, na maioria, foi perdida uma, duas ou mais pessoas... (Bashir estava muito emocionado quando falou isso)

Pergunta: Bashir, o mundo viu esse conflito começar no início do ano, mas qual foi realmente

o começo dessa oposição? O que houve antes da guerra começar de verdade?

Bashir: Eu sei do que vem passando em Mstrata. Lá começou tudo no dia 6 de março. Talvez as forças rebeldes tenham tentado atacar Gadaffi antes disso, mas eu não sei.

Pergunta: Você deve estar esperando que essa guerra termine logo, eu acredito. Qual lado você espera que vença essa guerra?

Bashir: Nós, claro, o povo! Essa operação de guerra é de todo um povo contra um homem, ou uma família, se você preferir, os Gadaffi.

Pergunta: Você quer falar para a gente o que você acha dos ataques da Otan?

Bashir: Sim, quero. A Otan está fazendo bem, mas acho que eles vieram para a Líbia para ajudar os civis, certo? A Otan começou os ataques em março, mas desse tempo para cá eu não sei quantas pessoas na Líbia morreram, mas em Mstrata foram 1,3 mil ou mais. Acho que mais. A Otan TEM FALHADO em salvar civis.

Neste momento, o consultor dos rebeldes, Habib Aribi Doui reentrou na conversa. A entrevista virou uma mesa redonda com quatro árabes falando, um brasileiro tentando mediar e um outro brasileiro tentando colocar todo mundo na objetiva da câmera.

Aribi Doui: As forças da Otan não têm salvado civis. As forças de Gadaffi matam civis todos os dias (durante os combates). A Otan não tem bombardeado as forças de Gadaffi todos os dias. Eles têm matado nosso povo em todos os fronts, em Mstrata, Benghazi e nas montanhas.

Pergunta: Mas o que eles estão fazendo?

Aribi Doui: A Otan não age e não enfrenta as forças de Gadaffi. A Otan não olha pelos civis na Líbia!

Pergunta: Vocês acham que os ataques da Otan poderiam ser mais efetivos?

Bashir: Sim! Mais efetivos. Eles podem fazer isso pelo ar, porque as forças de Gadaffi podem ser encontradas sem grandes áreas planas e abertas. Por que não bombardear? Por que não conseguem acertar as milícias???

Pergunta: Por que não conseguem? O que há de errado com eles? (não são eles que têm tanta tecnologia? Satélites, mísseis, bombas inteligentes?)

Aribi Doui: Nós não sabemos! A Líbia tem milhões de quilômetros quadrados. As forças de Gadaffi estão ao redor das cidades. Fáceis de achar. Eles poderiam fazer isso, mas não fazem....

Pergunta: Vocês acham que se a Otan entrar no seu país para finalizar esse serviço, eles vão ficar por lá?

Bashir: Eu acho que eles irão embora... Não, acho que eles DEVEM ir embora.


Amanhã, entrevista com jogador de futebol aqui do Brasil que mora e joga na Tunísia conta como foram os dias de revolta em Túnis e como é a vida ao lado de uma guerra. Também mostraremos como é o trabalho de quem tenta levar alimentos e remédios para dentro da Líbia.

Em busca de informações em Tunis

Ontem saimos em busca de informações sobre a guerra na Líbia, aqui mesmo em Tunis. Teoricamente, como as coisas começaram em março, não seria exatamente uma guerra, mas sim manifestações contra o governo líbio. Mas virou uma guerra mesmo.
Encontramos ontem alguns líbios em um hotel na capital da Tunísia e conversamos bastante com eles. Gravamos tudo em vídeo, em formato de entrevistas. Não é fácil, eu não sou um "native speaker" em inglês, nem eles. Um deles falava apenas em árabe, mas a comunicação foi OK. Estamos agora traduzindo.
Um dos entrevistados é um consultor militar dos rebeldes. É ex-militar do governo líbio e se prontificou a nos levar (eu e o cinegrafista) para dentro da Líbia nos esquivando dos combates. Estamos analisando... Não é uma decisão fácil. Estamos aqui sob convite do governo líbio para observar e fazer um relatório do que estamos vendo. Nosso compromisso é apenas com a verdade.
E a verdade é o suficiente para trazer a paz para este canto do mundo.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

OTAN X Líbia - parte 1

De guerras e manifestações

Uma breve conversa com uma jovem tunisiana que despreocupadamente deixava a região em conflito coloca (mais) perguntas no ar

Molka Mahjoubi, com apenas 22 anos, está já com seu mestrado em economia em andamento. Ela entrou na escola aos 5 anos e sempre foi a mais nova da turma. Ontem, dia 15, ela estava aguardava o embarque para São Paulo no aeroporto Charles De Gaulle, onde eu aguardava, junto com mais oito brasileiros, o avião para seguir ao país de Molka, a Tunísia. Ela sorriu, despreocupadamente e comentou: “Você não é da Tunísia? Mas parece que nasceu lá. Passa por um de nós”.

A primeira coisa que tivemos vontade de perguntar à Molka, depois de saber que ela era tunisiana, foi sobre o que ela estava achando dos eventos em seu país. Horas antes, havíamos conversado via Skype com nosso contato líbio em Túnis sobre a nossa rápida passagem no país rumo a Trípoli. A informação era de que teríamos que passar a noite lá, pois havia conflitos sérios na região da fronteira entre os dois países. Molka não pareceu muito assustada com a situação, ela que havia acabado de deixar a Tunísia rumo ao Brasil. “As manifestações são pacíficas”, afirmou, franzindo as sobrancelhas em uma reação internacionalmente conhecida, como quem diz “as pessoas estão exagerando”.
Exagero ou não, a nossa delegação embarcou no vôo para Tunis com a certeza de que passaríamos a noite no país onde foi filmado o primeiro filme da saga Guerra nas Estrelas. O deputado Protógenes Queiroz, dentre nós o mais acostumado com adrenalina, em função de sua recente carreira na Polícia Federal, foi taxativo ao afirmar que seria loucura viajar de carro, mesmo que em um comboio reforçado, à noite, numa fronteira entre duas nações vivendo conflitos separados. “A Tunísia está vivendo um momento tranquilo, apenas com as manifestações, mas a Líbia representa perigo”, afirmou a jovem tunisiana, mestranda em Economia.

Anacrônica

Diferentemente do que vem acontecendo em sua terra natal, a Líbia vem sendo alvo de um bombardeio promovido pela OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte), uma anacrônica aliança militar criada para enfrentar o Pacto de Varsóvia (os países da Cortina de Ferro, liderados pela extinta União Soviética) e hoje funcionando mais como uma “Legião Estrangeira” dos Estados Unidos.
Essa Legião Estrangeira, por coincidência, vem sendo liderada pelo presidente francês, Sarkozy, em uma dura cruzada contra a nação liderada há cerca de 40 anos por Muamar Kadaffi. No aeroporto Charles De Gaulle bastava uma passada pelas incontáveis lojas de jornais e revistas para constatar que a guerra de Sarkô contra a Líbia vem ganhando ampla cobertura da imprensa – principalmente sob o enfoque europeu. Nosso propósito, indo conferir pessoalmente a situação da Líbia, é tentar ajudar a ressuscitar aquela que é a primeira vítima em qualquer guerra: a verdade.
A bordo do avião para Túnis os jornais continuavam os mesmos e a preocupação de entrar em uma região de conflito aumentava, mas não a ponto de tirar o bom humor da delegação brasileira. “Explique-me como se diz ‘não atire em mim’ em árabe”, perguntei, eu, com minha cara de tunisiano à Molka, antes de deixar o Charles De Gaulle. Ela riu: “Não vai precisar disso. Além do mais, nossa língua é uma mistura de árabe, inglês e francês. É fácil se comunicar lá”. Provavelmente ela tem razão. O maior risco de se tornar alvo, na Líbia, vem do bombardeio aéreo.



Quem explode o quê?
Já na madrugada, em Tunis, consigo conectar na internet e vejo notícias da Reuters sobre rebeldes ocupando Zawiyah, que fica entre a Tunísia e Tripoli. O próprio governo da Líbia havia nos avisado sobre o evento, mas afirmando que a estrada entre os dois países estavam sob forte ataque da Otan. Exatamente por onde deveríamos passar.
Antes, no aeroporto internacional de Tunis, uma outra conversa dá outras tintas ao conflito. Um funcionário do setor de turismo local explica que pelo movimento de seu guichê não seria possível afirmar que a região está em guerra. ''Vejo líbios chegando e partindo livremente, como vocês'', explica. Para ele, é fácil entender os motivos dos protestos em seu país, mas estranha o movimento no vizinho.
O povo tunisiano aparenta ser bastante bem humorado. Deu para perceber isso já ao passar pelo oficial da alfândega e pelos funcionários que cuidam do raio-X. O homem do guichê de informações turísticas não foge ao estilo, mas quando comenta a guerra nas duas nações muda um pouco de expressão. "Aqui vivemos com menos liberdade, mas na Líbia é diferente. Eles têm mais liberdade e mais recursos que nós. Não dá para entender quem são aqueles rebeldes..."

Amanhã:
Hoje saimos à cata de líbios em Tunis e achamos. Conversamos com um consultor militar dos rebeldes que volta amanhã para a Líbia e mais três cidadãos que vieram aqui em busca de alimentos e remédios. Poderão conferir o outro lado da história diretamente da boca de líbios. Temos texto e entrevistas gravadas em vídeo.

*** faço parte de uma delegação brasileira convidada pelo governo Líbio para conferir os ataques da Otan. Minha missão pessoal é relatar o que de verdade eu encontrar por lá e no caminho até a guerra. Meu compromisso é com a verdade e acho que é possível manter esse compromisso. Quem achar que merece contraponto, veja a CNN, Reuters e France Press - todas de países membros da OTAN.

Direto de Túnis. Eu quero entrar na Líbia. E você não?

Estou neste momento em Túnis, capital da Tunísia, de mala e cuia pra entrar na Líbia. A Otan atrapalhou nossos planos ontem bombardeando a rodovia que liga a cidade de Djherba a Trípoli. Esse bombardeio foi exatamente o que permitiu que os rebeldes ocupassem temporariamente a cidade de Zawyiah, a uns 60 km da Capital da Líbia.
Aqui em Túnis, a uns 750km de Trípoli, a gente nem sente influência da Guerra. Só ouvimos o barulho das buzinas. E como tunisiano buzina!
O ataque da Otan à rodovia deve ser facilmente identificado com fotos aéreas - mas o espaço aéreo líbio está sob uma "quarentena" da coalizão que se formou ao redor de Kadhafi.
Desta forma, fica difícil para uma agência de notícias sacar ao certo como foram impostos os estragos e fica fácil para essa mesma imprensa julgar que essa força rebelde seria capaz de atingir seus objetivos sem o apoio da Otan.
Sem querer usar chavões como "ataque ilegítimo" ou outros do gênero, mas a questão é que a intromissão das forças lideradas por Sarkô e Obama são o mesmo que um exército internacional ajudar a torcida do Brasil de Pelotas a tomar o governo das mãos de Dilma Rousseff.
Ou seja: cada povo não deveria ter seu direito de se autodeterminar?
Não que a torcida do Brasil de Pelotas não possa se reunir e pensar em invadir Brasília...
Cada um, cada um...

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Dois pesos e duas medidas na Inglaterra

Hoje ouvi um debate entre jornalistas na CBN em Brasília comentando uma decisão do premiê britânico. David Cameron anunciou que deverá bloquear o uso de redes sociais na Inglaterra para tentar controlar os protestos que estão ocorrendo por aquelas bandas.
Fique surpreso quando os jornalistas brasileiros começaram a critica Cameron, afirmando que ele estaria fazendo uma burrice. "Ele tem que usar as redes sociais para detectar as mobilizações que esses baderneiros querem fazer", disse um jornalista.
O enfoque dos comentários foi de que Cameron deveria usar a mesma tecnologia que os manifestantes estão usando, mas para reprimi-los.
EU USEI a palavra MANIFESTANTES agora. Nos comentários, os jornalistas usaram o termo baderneiros.
Por um instante eu me peguei comparando os enfoques que a imprensa brasileira dá para as manifestações no Norte da África e o que aplica à Inglaterra.
Os líderes na África e no Oriente Médio são criticados por se manterem no poder durante décadas. Já no Reino Unido, a Rainha da Inglaterra, a Família Real, são citadas como elementos meramente figurativos...
Mas será que a influência econômica e política da Família Real não conta nada no jogo do Poder na Europa, no Reino Unido? Não seria ingenuidade demais acreditar que essa influência não existe?
Seria errado afirmar que uma mesma oligarquia comanda a Inglaterra há mais de um século?
Seria errado afirmar que os BUSH comandaram os EUA por 16 anos e que a oligarquia petrolífera norte-americana manda e desmanda no país da mesma forma como um ditador Líbio, Sírio ou Egípcio comanda por décadas seus países?
E por que chamar de ditadores tais governos, e não sugerir que tais oligarquias não o sejam?
O jogo político da DEMOCRACIA muitas vezes pode parecer bastante justo e permitir uma alternância do Poder... mas até que ponto podemos acreditar nisso?

A propósito, os comentários dos jornalistas hoje na CBN, sobre o assunto, cairiam muito bem na boca de diretores do SNI, CIA, Savak, e etc...

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Em breve, notícias do outro lado do mundo

Se tudo der certo, dentro em breve teremos aqui, no textosecreto, uma série de relatos sobre um dos conflitos mais polêmicos do momento. Serão relatos feitos in loco, com fotografias, vídeos e textos de minha própria autoria.
É de esperar que sejam, no mínimo, posts interessantes.
Fiquemos atentos, então, ao blog.
Boa semana.

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Eu não disse?

Odeio dizer "eu não disse?", mas no caso, vale dizer aqui: eu não disse?
Falo isso com relação à matança que ocorreu na Noruega.
Estive ocupado e não consegui postar nada aqui nas últimas semanas, mas o assunto não ficou antigo. Não mesmo!!!
Quando ocorreu a matança de Realengo muita gente disse que a solução era limitar a venda de armas. Eu disse que quando alguém matar mata de qualquer jeito. O doido na Noruega usou explosivos que poderiam ter matado dezenas de pessoas. Depois usou armas, sim, para matar quase 100 pessoas. Mas se ele não tivesse armas de fogo, faria mais bombas.
O problema não são as armas, mas os loucos que as usam.
O cara desenvolveu uma estratégia complexa para poder comprar material para explosivos (fertilizantes) sem chamar a atenção das autoridades. Abriu empresas fantasmas ligadas ao setor agrícola...
Ou seja, o fato de uma pessoa ser louca não quer dizer que ela precisa sair rasgando dinheiro e babando.
Volto ao mesmo questionamento de quando ocorreu a matança em Realengo: como detectar essas pessoas?

terça-feira, 3 de maio de 2011

Aposentadoria de Bin Laden

Era para ter comentado isso ainda no domingo, depois que a duplinha do Fantástico me interrompeu de ver A Rocha, na TV, para dizer que o Bin Laden tinha sido morto.
Caramba, eu tava vendo um filme bem divertido com o Nicolas Cage, o Ed Harris e o Sean Connery, cheio de efeitos legais, para virem falar uma bobagem como aquela? E ainda interromperam o filme DUAS VEZES!
Depois veio o Obama começar a sua campanha para a reeleição.
Muito oportuna a morte do Osama Bin Laden, mas falta o corpo. Quando mataram o Che Guevara o corpo ficou exposto, todo mundo viu. O corpo de Bin Laden? Cadê? Foi jogado no mar. Ninguém gravou com o celular e colocou no youtube? Não sei, quero saber. Nenhum soldado pensou em eternizar o momento?
O Obama disse que o mundo inteiro queria pegar o Bin Laden desde 11 de setembro de 2001, mas quando pegam o cara ninguém registra o momento?
Eu não vi, mas gostaria de ver um vídeo ou fotos com o Osama morto. Sério.

Digo isso porque eu não acredito muito nessa história toda.
Os EUA queriam há tempos o petróleo do Oriente Médio, sem atravessadores. Estão lá há anos controlando ora o Irã, ora o Iraque, a Arábia Saudita, o Iemen, etc. O tal do 11 de setembro, que de início parecia ter sido uma HECATOMBE com dezenas de milhares de mortes se mostrou mais light. Se compararmos com a quantidade de mortes no Oriente Médio, com a Guerra ao Terror, as mortes no WTC parecem um arranhão no joelho. Numa manhã, no cerco final a Bagdá, um ataque norte-americano dizimou 50 mil soldados iraquianos. Organismos internacionais apontavam, em meados de 2006, 600 mil mortos no Iraque.
Isso é uma baita vingança contra o 11 de setembro, não é verdade? Bastante desproporcional.

E agora temos o Prêmio Nobel da Paz sacudindo seu tacape e festejando sobre o "corpo" de um homem morto.
Não queriam prender Bin Laden?
Não queriam julgá-lo?
O Exército americano seria incapaz de manter um cerco ao redor da mansão onde Bin Laden estava, até poder retirá-lo com vida?
Não seria mais humilhante, assim como fizeram com Saddam Hussein?

Não, isso não poderia ser feito por alguns motivos.
Bin Laden poderia falar.
Bin Laden poderia não existir.

Osama Bin Laden entra agora para a história ao lado de Elvis Presley e Idi Amin Dada.
Devem estar comendo cabeça de bacalhau depois de ir a um enterro de um anão.