quinta-feira, 1 de setembro de 2011
Se metade for verdade...
Os carros que vemos parecem ser novos, melhores que a frota aqui no Brasil. A população festeja a passagem do líder deles.
Tudo pode ter sido forjado. Podem ter montado a cena toda, criado um circuito com uma galera recebendo dinheiro para fazer papel de "população feliz". Quem sabe?
No vídeo, as legendas mostram uma realidade da Líbia que estatísticas reforçam, como alta qualidade de vida e riqueza de uma nação de pouco mais de 6 milhões de habitantes com uma renda per capita alta e com boa distribuição de renda.
Se metade do que aparece for mentira, mesmo assim a vida deles lá era bem melhor que no Brasil, em todo o resto da África e na América Latina. Se um terço for verdade, ainda é melhor que no Brasil.
http://www.mathaba.net/news/libya/
Será que era tudo mentira?
Ou seja, enquanto as forças da Otan bombardeava incessantemente civis e militares em Trípoli, a TV mostrava imagens falsas de uma capital invadida por rebeldes comemorando festivamente...
http://www.youtube.com/watch?v=Zaefo256wg4&feature=share
Agora é hora de reconstruir a Líbia
31/08/2011 - 20h11
Internacional
Renata Giraldi*
Repórter da Agência Brasil
Brasília – O embaixador extraordinário do Brasil para o Oriente Médio, Cesário Melantonio Neto, que serve atualmente no Egito, será o representante do país na reunião de amanhã (1º), em Paris, em que será discutido o futuro da Líbia. A reunião é coordenada pelo presidente da França, Nicolas Sarkozy, e conta com representantes de de 50 países. A ideia é organizar ações conjuntas para a reconstrução da Líbia.
Anteontem (29) a Agência Brasil antecipou que Melantonio Neto representaria o governo brasileiro na reunião. Desde o começo desta semana, o nome dele estava cotado, mas apenas na tarde de hoje (31) o ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, oficializou a indicação. O assunto foi tema de uma reunião anteontem entre Patriota e a presidenta Dilma Rousseff, no Palácio do Planalto.
Há cerca de dez dias, desde que a situação na Líbia se agravou, Sarkozy convocou a reunião com líderes dos países do chamado Grupo de Contato - que envolve as maiores economias do mundo – e convidou o Brasil para participar. O objetivo, segundo o governo francês, é buscar alternativas para colaborar com o regime de transição na Líbia.
Paralelamente, Patriota manteve contatos com os representantes do Brics – grupo formado pelo Brasil, pela Rússia, Índia, China e África do Sul – para definir uma posição comum na reunião de amanhã. Assim como o Brasil, os demais países que formam o Brics foram convidados para a discussão em Paris.
O embaixador do Brasil no Egito, Cesário Melantonio Neto, foi escolhido para representar o governo brasileiro por ter sido designado por Patriota para fazer as articulações com a oposição na Líbia. Com larga experiência no mundo muçulmano, Melantonio Neto serviu não só no Egito, mas também na Turquia, conhecendo a cultura e o modo de fazer política dos árabes.
No entanto, diferentemente da França, Itália, Alemanha e do Reino Unido, cujos representantes estarão na reunião amanhã, o Brasil ainda não formalizou apoio ao Conselho Nacional de Transição (CNT) – comandando pela oposição líbia. Para o Brasil, é necessário que os líderes do conselho sinalizem que têm o respaldo da população do país e respeitarão os princípios democráticos e direitos fundamentais.
*Colaborou Luciana Lima
Edição: Nádia Franco
terça-feira, 23 de agosto de 2011
Relatório dos deputados Brizola Neto e Protógenes Queiroz
Cheguei ao Rio sem condições de relatar,com o devido detalhamento, a viagem que se destinava à Líbia mas que foi, pelas razões que são de conhecimento geral, interrompida na Tunísia, por falta de condições de segurança. Farei isso agora, com a minuta do relatório que apresentarei, com o deputado Protógenes Queiroz, sobre tudo aquilo que fizemos, vimos e ouvimos.
Quero, também, esclarecer às pessoas que indagaram – e também às que criticaram sem saber o que diziam – que a viagem não foi custeada com um centavo de dinheiro público. Apenas as passagens foram adquiridas pelo Movimento Democracia Direta e nossas estadias e demais despesas foram custeadas pessoalmente.
Quem acha que viajar para a Líbia, em plena guerra, é fazer turismo, deveria pensar um pouquinho e refletir que nem todo mundo tem este tipo de relação com a política.
Feito este esclarecimento, e pedindo desculpas por termos parado o blog enquanto eu fazia o relatório – não dava para falar de outras coisas antes de prestar contas da viagem – publico a minuta do relato, que pode sofrer ainda algum ajuste, para incluir algum detalhe que tenha ficado esquecido.
Esta é a minuta do relatório:
“Excelentíssimo Sr. Presidente da Câmara dos Deputados, Deputado Marco Maia
Nos termos do ofício nº 2492/11/GP, pelo o qual esta Casa conferiu caráter oficial à viagem que realizamos com destino a República Árabe Líbia, vimos apresentar o relatório para informação e apreciação da Comissão de Relações Exteriores e dos demais integrantes da Câmara dos Deputados.
Em primeiro lugar, como é de conhecimento público, os acontecimentos frustraram nosso propósito de observar in loco a situação de conflito que se desenvolve naquele país desde que, em março do corrente ano surgiram os primeiros movimentos rebeldes, notadamente na cidade de Benghazi, localizada na costa oriental líbia.
De igual forma, é sabido que, a partir daí a Organização das Nações Unidas (ONU), através das Resoluções 1970 ratificada pelo governo brasileiro e na 1973, autorizou, apenas, ações – militares, inclusive – que visassem a proteger os direitos das populações civis e impedir o uso desproporcional de força, sobretudo a aérea, contra protestos desarmados.
Frise-se que este posicionamento foi absolutamente consentâneo com a tradição diplomática de nosso país, que se funda no respeito do auto determinação dos povos, a não-violência, e o respeito a disputa democrática do poder nacional. Houve, durante esses meses, inúmeras manifestações internacionais, sobretudo por parte da República Russa e da União Africana, de que tal mandato, ao ser extrapolado com ações bélicas que visavam enfraquecer e vulnerar o governo da Republica Líbia, estaria se configurando um ato de abuso de força e, na prática, de intervenção militar da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) naquele país.
Foi para constatar se era, de fato, isso que ocorria, significando uma violação do mandato internacional o qual nosso país subscreveu, que se destinou nossa missão.
Fixados os objetivos da viagem, passamos a narrar os fatos que nela sucederam.
Chegamos a Tunis, capital da Tunísia, no final da noite do dia 15 do corrente mês. No dia seguinte, nossa primeira providência foi buscar contato com a representação diplomática brasileira na capital tunisina, o que, infelizmente foi impossível e só veio ocorrer na quarta-feira quando nos reunimos com os senhores Márcio Augusto dos Anjos, primeiro secretário da embaixada brasileira na Líbia e pelo senhor, André Rosa Bueno, que nos informaram da dificuldade de obter garantias de segurança para o procedimento da viagem (documento anexo), o que já nos havia sido dito na véspera pelo Dr. Wael Al Faresi, professor universitário e membro do Comitê Olímpico, e naquele momento membro do “Comitê Voluntário de Apoio” ao governo líbio.
Note-se que, pela precariedade do trânsito entre a Tunísia e a fronteira oeste líbia – até então livre de conflitos militares, a comunicação do Dr. Al Faresi com nossa delegação foi feita por intermédio de videoconferência.
Expressando-se em português, o Dr. Al Faresi disse nos que o exército líbio havia recuado de suas posições naquela região após fortes bombardeios realizados pela aviação da Otan. Segundo ele, as ações militares visavam não apenas desalojar as tropas leais do governo como, sobretudo, interromper o funcionamento da infraestrutura e dos canais de abastecimento daquele país.
Disse-nos, inclusive, que teria sido bombardeada uma usina de geração termoelétrica que abastecia de energia a cidade. No diálogo com os representantes diplomáticos brasileiros o Senhor Márcio dos Anjos, além de confirmar a instabilidade da situação militar nas vias de acesso à Trípoli, confirmou que até a data que deixou a capital líbia, 15 dias antes do nosso encontro que os bombardeios danificavam progressivamente os serviços de infraestrutura da cidade, levando a interrupções no fornecimento de energia e telecomunicações, provocando elevação nos preços dos alimentos e mercadorias em geral, pela escassez de suprimentos.
Numa explanação mais ampla, o secretário Márcio dos Anjos descreveu-nos a Líbia como uma sociedade onde a maioria da população gozava de bons níveis de bem-estar, inclusive com políticas públicas de educação, saúde, habitação gratuitas e como a maior renda per capita do continente Africano. Disse-nos, ainda, que o país estimulava o intercâmbio de estudantes e profissionais com outras nações, à custa do governo. Ressaltou que o governo possuía recursos derivados do fato de ter a exploração de petróleo regulada por contratos que garantiam que cerca de 90% do lucro obtido pelas petroleiras fosse recolhido aos cofres públicos.
Com isso, informou, o Estado Líbio desenvolvia um grande programa de habitação, levando 80% da população a possuir moradia própria e projetando a construção de mais 500 mil casas e apartamentos, um número que se torna impressionante quando se considera que a população daquele país é composta por pouco mais de seis milhões de habitantes.
No aspecto político, o secretário Márcio dos Anjos disse não ter observado, em Trípoli, manifestações de adesão ao movimento rebelde e muito menos a presença de qualquer grupo insurreto. Havia, ao contrário, segundo seu relato, restrições ao chamado movimento rebelde mesmo entre aquelas pessoas que não apoiavam o comportamento de Muammar Gaddafi.
O relato do secretário, Márcio dos Anjos, foi corroborado pelo Ministro conselheiro Luis Eduardo Maya Ferreira, que chefia interinamente a embaixada brasileira em Tunis, ao definir o Sr. Márcio como um dos diplomatas de nosso país mais habilitado a descrever a situação líbia.
Impedidos, portanto, de seguir em nossa missão, aguardamos três dias por uma eventual melhoria nas condições de segurança, o que não ocorreu. Nestes dias, com ajuda de interpretes, pudemos observar nos meios de comunicação locais e regionais um amplo noticiário sobre o conflito, dividido, basicamente, em duas linhas de abordagem. Uma, da emissora Al Jazeera, sediada no Qatar, bastante semelhante ao noticiário que temos recebido, aqui no Brasil, pelas agências internacionais. Outra, com tom diferente, nas emissoras tunisinas e de outros países da região, onde, ao lado das imagens dos movimentos insurrecionais se exibiam também imagens das manifestações pró-Muammar Gaddafi. Pudemos, também, assistir às transmissões da TV estatal líbia, na qual se veiculavam inúmeras convocações à população para defesa da capital e de seu entorno, chamando à população civil, inclusive a feminina, para participar da resistência.
No esforço para tentar obter informações, deslocamos-nos até Bem Gardan, a última cidade tunisina antes da fronteira líbia, a cerca de 50 km dela, e, mesmo tentando ir adiante, isso foi recusado pelo motorista do veículo que locamos em Tunis para este deslocamento, alegando falta de segurança. Naquela localidade, pudemos observar duas situações dignas de nota. A primeira, o forte movimento de tropas e veículos blindados da Tunísia, para prevenir violações de seu território. A segunda, um grande acúmulo de alimentos e outros itens de primeira necessidade, inclusive combustível, que já não podiam ser levados à população líbia pelo acirramento do conflito.
Em resumo, a limitação de nossos movimentos, malgrado todos os esforços que fizemos para o pleno cumprimento de nossa missão, não nos permite expressar, com a força do testemunho pessoal, a situação interna da Líbia. Pudemos observar, entretanto, nos diálogos que realizamos, que é praticamente unânime a percepção na região de que o desfecho desses acontecimentos reflete muito mais os efeitos da intervenção militar ocidental do que propriamente o enfrentamento dos grupos pró e antigoverno daquele país. Mesmo com a impossibilidade de penetrarmos no território da Líbia, fizemos contatos com vários cidadãos daquele país, apoiadores ou opositores do regime e todos destacavam, não apenas o poder dos ataques da Otan como, até mesmo, o fato de muitas das operações de bombardeio atingirem alvos civis, a infraestrutura, e, ironicamente, até mesmo as tropas insurretas que visavam apoiar. Pelo que foi possível recolher de testemunhas não foi uma ação bélica condizente com a delegação internacional que a Otan recebeu da Onu.
Por fim, cabe assinalar que em todos os momentos nossa delegação insistiu numa posição de apoio ao fim, por ambas as partes, dos conflitos armados. E pela convocação do povo líbio a uma ampla e democrática consulta sobre os rumos da nação. Cumprimos, no limite de nossas possibilidades, a missão que nos foi delegada oficialmente por esta Casa, sem ônus para os cofres públicos, e colocamo-nos à inteira disposição dos senhores Deputados para qualquer esclarecimento adicional.
É o que temos a relatar.
Brasília, 22 de agosto de 2011
segunda-feira, 22 de agosto de 2011
Cobertura jornalística da guerra na Líbia
No texto, na página A10, a matéria abre sem citar a Otan, que aparece no NONO parágrafo, com a afirmação de que admitem que com os combates nos centros urbanos fica difícil garantir a segurança de civis.
Vejam posts abaixo aqui no meu blog. Entrevistei um consultor militar dos rebeldes que fala dos ataques da Otan, e um civil que fala a mesma coisa: os bombardeios não eram eficientes. Mas, como disse o consultor: estava melhorando este mês.
De onde veio a arrancada dos "rebeldes"? Ora, veio da intensificação dos bombardeios. Não veio do crescimento das adesões ao grupo ou então da hegemonia da força deles.
Os bombardeios da Otan ganharam intensidade e ficou fácil para que os rebeldes avançassem.
A reportagem foi feita baseada em agências de notícias internacionais.
Agências essas que estão sediadas em Tripoli, mas que estranhamente não enviaram fotos das manifestações populares em Tripoli festejando a chegada dos rebeldes. As fotos da edição de hoje vêm de Benghazi, que já está há um bom tempo sob controle dos rebeldes.
Provavelmente as imagens de Tripoli não são agradáveis.
O único ponto equilibrado da cobertura está no infográfico, que aponta que o IDH da Líbia é melhor que o do Brasil. Eles estavam na 53a posição, e nós, na 73a.
sexta-feira, 19 de agosto de 2011
Olhos de quem escreve romances de espionagem
Para que lado iria o meu relatório
Mais opiniões sobre o que está ocorrendo na Líbia
Contra a OTAN-EUA, que estão destruindo a Líbia:
Aumenta o apoio a Gaddafi
15/8/2011, Scott Taylor, The Chronicle Herald, Halifax, Canadá
http://thechronicleherald.ca/
Scott Taylor é jornalista e militar, editor da revista Esprit de Corps
(http://www.espritdecorps.ca/
A rebelião na Líbia sempre foi mais criação da mídia que confronto armado em grande escala. Sim, nos primeiros dias, os rebeldes tomaram alguns tanques e armas das tropas do governo. Por isso, houve escaramuças entre rebeldes e soldados do exército líbio ao longo da rodovia que acompanha o litoral.
Entre 15 de fevereiro, quando começou o levante, e 19 de março, quando o Conselho de Segurança da ONU autorizou intervenção internacional, a vasta maioria dos trabalhadores estrangeiros que viviam na Líbia abandonaram o país.
Naqueles dias de caos, o Ministério das Relações Exteriores da Grã-Bretanha noticiou que o presidente Mummar Gaddafi havia fugido para a Venezuela. Parecia que os rebeldes teriam vitória fácil e rápida. Mas Gaddafi nem viajou nem viajaria; em pouco tempo seus seguidores se recompuseram e, então sim, começaram uma efetiva luta de resistência contra os rebeldes.
Os rebeldes, que não são tropa profissional, logo iniciaram movimento de retirada de volta para o único ponto que realmente controlam no território, na cidade de Ben-ghazi.
Para impedir que Gaddafi impusesse qualquer tipo de retaliação contra os rebeldes, a ONU autorizou a OTAN a implantar uma zona aérea de exclusão sobre a Líbia, para impedir que civis desarmados fossem atacados.
Muito estranhamente, a resolução da ONU nada dizia sobre não atacar civis desarmados que vivem nos setores controlados por Gaddafi. Ante essa estranha omissão, a coalizão OTAN-EUA-Canadá iniciou imediatamente os ataques contra alvos do governo líbio.
Já há mais de cinco meses, os aviões da OTAN apoiam os rebeldes, e navios de guerra da OTAN implantaram um embargo de armas unilateral contra o exército de Gaddafi. Todos os fundos financeiros líbios foram congelados, o que tornou virtualmente impossível para a Líbia comprar material bélico nem, sequer, prover as necessidades básicas do país, por exemplo, em termos de combustível.
Apesar de todas essas medidas, as unidades esparsas, sem qualquer coesão ou ordem que compõem as milícias rebeldes, não conseguiram impor qualquer derrota taticamente significativa às forças leais a Gaddafi – muito menos, é claro, conseguiram derrubar o ditador.
Em viagem que fiz a Trípoli, semana passada, para levantar fatos, vi que Gaddafi consolidou seu controle sobre a capital e praticamente toda a parte oeste da Líbia. Diplomatas que continuam em Trípoli confirmaram que, desde que começou o bombardeio pela OTAN, o apoio da população e a aprovação ao governo Gadaffi subiram à estratosfera e estão hoje em torno de 85%.
Das 2.335 tribos que há na Líbia, mais de 2.000 mantêm-se fiel ao presidente atacado pela OTAN. Hoje, as principais dificuldades que os líbios enfrentam são relacionadas ao racionamento de combustível e à falta de energia elétrica, resultado das bombas da OTAN que são causa das mais terríveis dificuldades que os líbios enfrentam nos setores controlados por Gaddafi.
A população, evidentemente, culpa a OTAN – não Gaddafi – pelos racionamentos. Em esforço para combater esse sentimento popular e estimular a população a levantar-se contra Gaddafi, os aviões da OTAN têm lançado latas contendo panfletos sobre Trípoli.
Infelizmente para os planejadores da OTAN, as latas são pesadas demais e têm causado ferimentos e quebrado telhados pela cidade, lançadas, como são, de grande altura.
Quanto ao texto das mensagens, algumas já são piada entre os líbios, que riem das traduções às vezes ininteligíveis, às vezes cômicas. Num dos panfletos, por exemplo, no qual quem escreveu supunha que tivesse escrito que os civis devem “unir-se” aos rebeldes, está escrito, de fato, que os civis líbios devem “copular” com os rebeldes.
Outra das missivas da OTAN aconselha que os que vivam em áreas controladas por Gaddafi façam as malas e mudem-se para o território ocupado pelos rebeldes. Aí se lê que os cidadãos devem mudar-se imediatamente para o setor “dos possuídos” (como “possuídos pelo diabo”) da Líbia.
É possível que o embargo, a falta de combustível e a destruição dos prédios públicos e de serviços da Líbia acabem por criar uma crise humanitária muito grave na Líbia de Gaddafi, tão grave que não reste outra alternativa aos líbios além de unir-se em torno do líder que conhecem há mais de 40 anos, para tentarem sobreviver.
Então, afinal, se se chegar a esse ponto, o ocidente dificilmente convencerá alguém de que uma segunda intervenção militar tornou-se necessária, para salvar os líbios da desgraça criada pela primeira intervenção militar... e pelos mesmos interventores.
quinta-feira, 18 de agosto de 2011
Entrevista com Bashir, que voltaria à Líbia via Sfax
Viagem rumo à fronteira com a Tunísia
