quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Steve Jobs

Olha, eu gosto muito de tecnologia, mas acho que tem limite para endeusar alguém como gostam de fazer com o Steve Jobs. Em meu ponto de vista, o que Jobs sabe mesmo fazer é promoção.
Anos depois do Jornada 928, do primeiro Treo e de outros smartphones jurássicos, apareceu o iPhone. A imprensa especializada agiu como se nunca tivesse ouvido falar de Nokia Comunicator ou outros celulares mesclados com computador.
Se o leitor forçar pela memória ou correr atrás em bibliotecas vai ver que eu não estou falando mentira. Muitos articulistas trataram o iPhone como o primeiro exemplar da união entre celular e computador, ou entre celular e PDA. E mais: teve gente que nunca havia ouvido falar em touchscreen.
O iPhone, se não me falha a memória, foi o primeiro com tela capacitiva. Isso porque realmente Jobs queria uma tela que não precisasse da canetinha. Talvez estivesse baseado em pesquisas com gente que reclamava de perder stylus de seus PDAs e smartphones. Eu nunca perdi um e sempre achei muito prático.
Hoje em dia, quando saco a canetinha de meu HTC Touch Pro 2 e rabisco algo no Notes, ouço expressões de espanto. Pombas, isso existe desde o Newton, em 1993, e antes até. Mas acontece que como Jobs parece ter reinventado a pólvora, o próprio Newton, na Apple, parece ter sido negado.
Com o inverno rigoroso em algumas partes do mundo, as pessoas perceberam que não dava para usar um iPhone caso estivesse vestindo luvas. Passaram a usar salsichas até e hoje fabricam canetas para usar em iPhone e iPads. E quando aparece uma caneta hitech que faz mais ou menos o que os bons e velhos stylus faziam (feitos de plástico), tem gente que fica boquiaberta. E olha que há uns anos eu vi um jornalista chamar o stylus de jurássico....
Eu, sinceramente, gosto muito das telas dos Nokia N800 e N810. Muito sensíveis à pressão do dedo e de stylus. E detalhe: são realmente sensíveis à variação de pressão. E são resistivas.
Outra prova da promoção do iPhone é o seu sensor de proximidade, que não passa de um sensor de luz. Quando fica escuro perto dele, a tela apaga e fica insensível. Nada a ver com proximidade, com movimento ou outra balela. Experimente aproximar um plástico transparente. Nada acontece.
Logo, ele não é um sensor de proximidade ou de movimento (nada a ver com acelerômetro), mas de luz.

Não quero tirar o mérito do Jobs, mas é preciso dar nome aos bois. Tem muita gente boa na indústria de PDAs, smartphones e tablets que tiveram seus nomes ofuscados pelo Steve Jobs e isso não é justo.