segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Herói


Considerando o sucesso do coronel Nascimento, que o público e a crítica está aceitando a sua condição de herói, quanto tempo vai levar para que tenhamos um herói também, na ficção, dentro do gênero de espionagem? O que tornou plausível o reconhecimento de Nascimento como herói é o pacto de veracidade do filme. A ligação com a realidade. É fazer com que seja plausível. Soma-se a isso, também, uma trama que envolve muito e permite que o público esqueça seu natural cinismo.
O mesmo cinismo que faz com que chamemos Jason Bourne e 007 de "espiões", e não de arapongas.
Nada me irrita mais do que esse termo.
Isso aí na foto é araponga...