sábado, 27 de novembro de 2010

Legalização já? Como?

O músico Marcelo D2 comentou que já havia cantado a pedra sobre a guerra civil que estava prestes a explodir no Rio de Janeiro. Bem, ele e mais quantos?

A situação já era esperada e é, como o José Padilha, diretor de Tropa de Elite 1 e 2 disse, é resultado de uma ausência de uma política de segurança pública.

Agora, no meio do fogo cruzado, alguns dizem que a saída é a liberação das drogas. Mas será mesmo?

Autoridades de segurança em vários pontos do planeta concordam com isso. Sai mais caro tentar reprimir o tráfico do que liberar e tentar fazer uma política de redução de danos. Isso porque, legalizada, a droga vai render impostos. Será?

Temos nesse ponto dois problemas. Assim como existe DVD pirata, cd pirata, remédio pirata e cigarro pirata, vai haver droga pirata no mercado. O estado vai gastar para conter mais esse negócio sujo.

O outro problema é que parte do crime organizado, ao ver caírem os lucros das drogas, partirá para outra atividade criminosa, que vai requerer, também, o combate por parte do estado.

Daí teremos 3 problemas:

- as drogas piratas, que não recolhem imposto;

- o combate a outras modalidades de crime, como seqüestros e assaltos a bancos;

- o aumento do consumo de drogas, gerando “crackolândias” em praticamente todas as cidades do país.

Daí eu pergunto: vale a pena liberar a droga?

Vale do ponto de vista do consumidor, que vai tirar um peso da consciência. De resto, só tende a piorar, com o aumento da oferta, a facilidade de compra e o aumento do consumo. Piora também porque reforça duas outras modalidades de crimes.

No entanto, a liberação das drogas contempla o aspecto da liberdade das pessoas, e isso é positivo.

Mas se a pergunta é liberar já, a resposta só pode ser não. É preciso enfraquecer o crime, debelar as quadrilhas de traficantes, prender os grandes barões da droga no Brasil, mudar conceitos, aumentar o IDH. Só isso...

veja neste blog mais artigos sobre a crise no Rio textosecreto.blogspot.com